<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7154587757640415603</id><updated>2011-10-09T06:10:23.192+01:00</updated><title type='text'>emergências instáveis</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://emergencias-instaveis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7154587757640415603/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emergencias-instaveis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Antonio Pedro Dores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674716948397272913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_cW6hTSP6THw/SuOdlVmiaJI/AAAAAAAAAAM/ZbzTxGU4PIg/S220/casal+APDulce.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7154587757640415603.post-5250507730492918548</id><published>2011-01-09T17:14:00.002Z</published><updated>2011-01-09T18:25:04.789Z</updated><title type='text'>A ética mercantil e a nova economia</title><content type='html'>Há casos que podem ser reveladores da ética (e da inércia) dominantes. Julgo que este é um dos casos. Passou-se comigo.&lt;br /&gt;Um veiculo móvel identificado como Optimus a vender telefones TAG atraiu-me a atenção. Informado que por 20 Euros tinha direito a um telemóvel novo, 15 Euros de chamadas, um tarifário dos mais baratos, chamadas à borla entre TAG´s e um serviço disponível em 24 horas, comprei dois. O facto de não haver factura - por alegada falta de documentos na ocasião - não me preocupou, pois foi-me dito que a factura ser-me-ia remetida para a morada da residência.&lt;br /&gt;Estava a partir do princípio - que vim a verificar ser equivocado - de estar a tratar com uma empresa com créditos no mercado, como se costuma dizer.&lt;br /&gt;Em 36 horas percebi que o serviço não estaria disponível tão cedo, que era muito difícil e demorado encontrar interlocutor do lado da empresa para esclarecer seja o que for (experimentei o site respectivo e verifiquei que nada está previsto para permitir a comunicação), que o tarifário era mais próximo do dobro do valor usual para mim do que do tarifário mínimo.&lt;br /&gt;Percebi ter-me enganado na decisão de compra e, utilizando a faculdade que a lei dá de anulação da compra/venda no prazo de 14 dias, tratei de devolver as caixas que tinha comprado.&lt;br /&gt;Em vez da devolução do dinheiro recebo a devolução das caixas com o argumento de só o agente vendedor poderia receber a devolução. Para encurtar razões, na troca de correspondência que esforçadamente consegui manter lá foi implicitamente reconhecido que o agente vendedor era quem acabara de devolver a devolução mas, ao mesmo tempo, nenhuma alegação faria a empresa assumir as suas obrigações legais perante o comprador, que para mais era (e irá deixar de o ser na primeira oportunidade) cliente regular de serviços da empresa.&lt;br /&gt;Fiquei a saber que a honorabilidade comercial da Optimus vale 40 Euros. Porque os paguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para detalhes ver em http://iscte.pt/~apad/novosite2007/etica%20mercado.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;emergências
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A cimeira da OTAN em Lisboa, no final de Novembro de 2010, trouxe pacifistas treinados na desobediência civil. E polícias treinados para enfrentarem desacatos de manifestantes violentos, cuja presença em Portugal nunca foi detectada. Eis um bom teste empírico para verificar qual seja a relação entre o Estado de Direito e o sistema prisional.&lt;br /&gt;A observação da situação não foi difícil, pois a actividade esteve reduzida a dois episódios. O corte de uma via junto da cimeira por manifestantes que sujaram o chão e a si próprios com tinta, a sugerir sangue derramado pelos militaristas. Outros fixaram-se ao chão no mesmo local. Noutro local, a manifestação de pequenos grupos libertários e de pessoas de outras convicções foi cercada por polícias de choque, após serem impedidos de entrar na manifestação pela segurança própria da manifestação oficial. &lt;br /&gt;No caso da manifestação contra o militarismo e a OTAN, dividida fisicamente entre partidos de esquerda e sindicatos devidamente identificados, tudo se passou segundo o modelo lógico da velha tradição inquisitorial, em que um juiz entregava o relaxado ao braço secular para o castigo – ao mesmo tempo que pedia misericórdia. Ao contrário desse tempo, como já tinha notado Foucault, o castigo não é público e representado como espectáculo mas antes privado e representado intramuros, como psico-drama. Neste caso a organização da manifestação emitiu um comunicado a hostilizar antecipadamente aderentes à mesma – equivalente ao relaxamento – sugerindo a reacção policial que vincará a imposição do respeito pela vontade política dos organizadores da manifestação de ostracizarem e estigmatizarem sectores considerados heréticos dos apoiantes da mesma causa.&lt;br /&gt;Não é a primeira vez que tais desacatos ocorrem por iniciativa de organizadores de manifestações de esquerda em Lisboa. Pode referir-se, por exemplo, o modo como os dois partidos mais à esquerda do parlamento português impuseram a divisão entre si dos aderentes à possibilidade da construção da secção portuguesa do Fórum Social Mundial, organizando duas manifestações hostis e pondo aí um fim definitivo às actividades, logo no princípio da primeira década do século. Regularmente os raros e pequenos grupos de manifestantes não enquadrados política e sindicalmente são hostilizados pela organização de forma mais ou menos explícita. Mas não é costume saírem comunicados alarmistas contra estrangeiros e contra práticas por estes adoptadas. A polícia não costuma intervir como aconteceu no dia 20 de Novembro. E o que fez a polícia nesse dia? &lt;br /&gt;A polícia desenhou no meio da Avenida da Liberdade uma prisão com cordões de polícias de choque fortemente armados. O trabalho da polícia, recém-treinada para acções repressivas, era por um lado mostrar uma força capaz de prevenir qualquer ideia de reacção por parte dos manifestantes e, por outro lado, evitar usar a violência sem aparente e evidente provocação de manifestantes, pois os olhos do mundo, através das câmaras de jornalistas, polícias e activistas, estavam postos naquele espaço em que os processos de estigmatização se constroem como se fossem arquitectura. &lt;br /&gt;Cientes de tais contradições, alguns manifestantes exploraram-nas, tirando partido das posições de alheamento impostas aos guardas (que não falavam com ninguém a não ser de modo gestual e apenas recebiam ordens da sua hierarquia): faziam como se os guardas não fossem gente, utilizando os seus bastões como se fossem varas para dançar por de baixo, trocavam impressões com pessoas fora da cadeia como se os polícias ali não estivessem, passavam entre os polícias para dentro e fora da prisão (o que, às vezes, era impedido pela força e outras vezes funcionava sem reacção policial). Face à provocação policial de ameaçar com prisão os manifestantes, a tensão aumentou. Mas foi aliviada pelos comportamentos cómicos de contra-provocação e pelos ritmos percutidos por jovens artistas-manifestantes. A tensão e a provocação arriscaram tornar-se violência directa, mas não aconteceu.&lt;br /&gt;Como nas prisões, há regras para cumprir. Apenas ninguém sabe quem, como, quando as faz cumprir, de absurdas e arbitrárias são tais regras não ditas. Apenas a autoridade ausente do terreno conhece tais regras, pois fabrica-as à medida da sua interpretação do que deve ser feito em cada momento, em função do comportamento de alheamento ou tensão de agentes e manifestantes. Nem os agentes nem os manifestantes, apesar de treinados, sabem efectivamente o que irá acontecer a seguir: a violência descontrolada ou a debandada. Fica tudo nas mãos de alguém a quem foi dado o poder de decisão, como aconteceu no fim da manifestação contra a guerra e contra a OTAN. A polícia debandou.&lt;br /&gt;A manifestação oficial tinha sido rapidamente desmobilizada no fim da avenida e apenas ficou a prisão com alguns manifestantes dentro e outros fora, à espera do que pudesse vir a acontecer. &lt;br /&gt;A organização da manifestação ganhou, pelo efeito de estigmatização dos anarquistas e das ideias de oposição distintas das tradicionais sobre o momento político – isso mesmo consta do comunicado dos organizadores, nomeadamente quando se insurge contra o destaque da comunicação social dado às acções espectaculares dos minoritários e amigos de práticas estrangeiras. O efeito mediático dos poucos activistas estrangeiros, esse, foi irresistível para a comunicação social, ou não estivéssemos numa sociedade do espectáculo.  A prisão organizada pelo quadrado da polícia, porém, não foi mencionada. &lt;br /&gt;Como ocorre com o sistema prisional, para o senso comum a restrição da liberdade, ainda que sem justificação plausível e evidente, é um direito que assiste aos agentes da autoridade, sem que a tensão gerada pela situação mereça debate público. Ou melhor, as causas de qualquer escalada violenta das situações de encarceramento serão geralmente debitadas aos reclusos, descontadas as causas mais estruturais e reduzidos os conflitos a desordens. A seu tempo, a situação poderá vir a ser ponderado judicial e politicamente – ou não.&lt;br /&gt;Simbolicamente aquelas pessoas fechadas no quadrado estiveram excluídas da sociedade por serem consideradas perigosas: estavam a manifestar-se ilegalmente, isto é contra a vontade da organização da manifestação oficialmente reconhecida como sua proprietária. De onde, das duas uma, ou toda a manifestação se solidariza com os excluídos e defende a sua liberdade – o que não foi aqui o caso – ou a generalidade da manifestação simplesmente ignora (ou finge ignorar) que é gente com os mesmos direitos que segue à sua retaguarda. Evidentemente, a polícia e os manifestantes relacionam-se entre si em função das percepções difundidas sobre a realidade presente – quem são e onde estão os provocadores – e das estratégias próprias, de apresentação pública das respectivas identidades, vontades e capacidades.&lt;br /&gt;No caso da desobediência civil intencionalmente organizada, as coisas correram como habitual: as tarefas de remoção dos activistas inertes foram deixadas à polícia – carregaram os corpos mortos com cuidado para não os aleijar, mas com dureza para os punir pelo incómodo e pela desobediência – e na sequência do espectáculo foram conduzidos à prisão de alta segurança de Lisboa, onde durante algumas horas ficaram isolados inclusivamente do contacto com advogados. (Nestes períodos de isolamento podem ocorrer situações de descontrolo emocional por parte das partes envolvidas, como sabe qualquer agente prisional que acontece aos recém-entrados, e também sabe o relator especial para a tortura da ONU, já que essa – a lei da incomunicação espanhola que autoriza o isolamento de alguns tipos de presos durante bastantes dias – é uma situação esse ligada a uma alta percentagem de denúncias de tortura no país vizinho).&lt;br /&gt;Os Estados modernos controlam a contestação às suas políticas pressionando os limites do Estado de Direito, utilizando nomeadamente a diferença de rapidez de actuação entre o poder executivo – mais rápido – e o poder legislativo – mais lento – e explorando as divisões populares, nomeadamente a rivalidade entre partidos e as divisões sociais, em especial a situação dos excluídos. Como referem Jakobs e Meliá (2003) a prática do direito tende a aplicar-se nas sociedades actuais em três modos lógicos distintos: o direito para os mercados, em que as penas de prisão não são usadas, o direito para os integrados, em que as penas de prisão podem ser aplicadas, e o direito do inimigo, em que os direitos deixam de ser considerados: é como se os excluídos vivessem na prisão embora à solta. É nessa perspectiva – actuarial como dizem os anglo-saxónicos para a contraporem à perspectiva de utilização das penitenciárias para fins de reintegração social dos condenados – foram lançadas ideologias e tecnologias policiais sob a designação de tolerância zero, não aplicadas directa e estritamente em Portugal, segundo as quais qualquer acto de delinquência sinaliza um futuro criminoso e a sua liberdade passa a ser um risco conhecido para a sociedade (com direito a registo no Big Brother). Trata-se da versão globalizada da ideia salazarenta de que umas chapadas a tempo evitam males maiores.&lt;br /&gt;Efectivamente o estado de direito pode estar a ser comprimido entre o mundo livre, onde grassa a ganância e a corrupção sem regulação, a que os norte-americanos chamam Wall Street, e o submundo dos under-dog (para voltar a usar um termo inglês) dos desqualificados, estigmatizados e reprimidos. Compressão agravada com a crise financeira de tal modo que a própria sociedade de classes fica secundarizada, juntamente com o respectivo estado de direito, face à reemergência de uma sociedade de ordens, à medida que os contratos sociais (negociação colectiva, concertação social, segurança social, partilha de riscos sociais, igualdade perante a lei) se transformam de objectivos de progresso em ambições insustentáveis.&lt;br /&gt;A civilização da contenção incorporada da violência, descrita por Norbert Elias (??), pode estar a transformar-se numa sociedade penitenciária, como pressentiu Loïc Wacquant (2000??) ao analisar o Gulag norte-americano. Para os activistas do pacifismo europeus – herdeiros e continuadores dos que, durante a Guerra Fria, acusados de serem quintas colunas dos comunistas, diziam preferir viver vermelhos do que morrer – deve ser irónico serem os herdeiros dos comunistas em Portugal quem os vá relaxar à polícia. Sabem por experiência própria, experiência que não existe em Portugal com a mesma acuidade, que não é a violência directa ou a integridade propriedade o que os torna inimigos do Estado. O que os torna inimigos do Estado são as ideias que fazem ver as mesmas realidades e oportunidades de vida de outro modo, nomeadamente ver as prisões e os limites à livre iniciativa e ao empreendorismo que não sejam os virados para a exploração de terceiros, a promoção da ganância e do golpe económico sem consideração nem pela sociedade nem pelo meio ambiente, os mercados que não sejam protegidos pela força dos Estados e pelas conjuras políticas secretas. Nos países mais ricos da Europa, onde o Estado Social funciona regularmente há décadas, viver à margem da sociedade normal tornou-se uma opção de vida atraente para quem faça de crítica incorporada da sociedade normalizada e das respectivas contradições uma passagem ao acto. Por exemplo, tornando-se nómadas e, portanto, solidários com outros nómadas e a harmonização com a natureza que procuram e os acolhe.&lt;br /&gt;As forças da ordem, caso queiram, podem estar informadas de que os anarquistas são o menor dos riscos, quanto se trate da defesa da integridade física das pessoas (Fonte: João Freire (2009) "De onde vem a violência" em A Ideia nº 66, Almada, Tipografia Lobão). Porém são sobretudo a etiqueta anarquia e os anarquistas os alvos – será precisamente por serem os menos potencialmente ofensivos? – da repressão policial global, quando se trata de cimeiras.&lt;br /&gt;O Estado de Direito e a sociedade penitenciária&lt;br /&gt;A racionalidade económica, isto é a prioridade à orientação dos serviços do Estado em função dos interesses económicos dominantes em cada altura, incluindo sobretudo os serviços de segurança e defesa (que pressupõem a persistência de causas permanentes de insegurança e ataque), é irracional do ponto de vista estritamente operacional. Se assim não fosse não teria valido o trabalho de subordinação dos poderes militares aos poderes civis. A racionalidade militar e bélica ao serviço do Estado é outra do que a que seria se apenas raciocinasse em função de objectivos operacionais.&lt;br /&gt;O Estado de Direito é a expressão do desejo civilizador da democracia, isto é da prossecução das liberdades e da igualdade formais dos cidadãos, ainda que com limitações: apenas os nacionais a viver em território nacional podem aspirar a beneficiar de tal movimento. Com a globalização emergiu a esperança de qualquer pessoa poder passar a ser cidadã, independentemente do território em que esteja a viver em dado momento, o que passou a ser até um ponto de honra para os países ocidentais dominantes – impor a protecção dos Estados de origem a cidadãos em apuros no estrangeiro. No ocidente, também certos grupos de imigrantes passaram a ser reconhecidos como cidadãos iguais aos outros, para certas finalidades, em territórios de acolhimento, tendo-se mantido sempre alguma discriminação. Mas emergiram também riscos, aparentemente cada vez mais presentes, da perda generalizada de direitos de cidadania, umas vezes a pretexto de crises de segurança na sequência de ataques terroristas em solo ocidental, mais recentemente a pretexto das crises financeiras, primeiro da banca e depois dos Estados. À troca de liberdade por segurança soma-se a troca de solidariedade entre países da União Europeia por competição interna entre países e entre grupos sociais no interior dos países. Em vez de concertação social – por exemplo na negociação de políticas susceptíveis de gerar condições equilibradas de sustentação das economias – impõem-se decisões governamentais apoiadas parlamentarmente sem atender nem à constituição nem à jurisprudência – por exemplo a desvalorização unilateral de salários sem contrapartidas nem negociações, que mereceram reparo dos magistrados e negociações particulares do Estado com esse sector da sociedade – rachando o Estado moderno em dois, excluindo do centro os tribunais e, por maioria de razão, o Direito.&lt;br /&gt;Vive-se um processo agudo de transformações sociais profundas e fora da capacidade de percepção comum, seja por tais transformações serem difusas, seja porque não ter um aspecto agradável aquilo que parece estar a acontecer e as pessoas terem a tendência de, nessas situações, preferirem manter o estilo de vida enquanto puderem do que antecipar os problemas, sabendo que provavelmente não serão capazes de os prevenir. A globalização está a dar força a países anteriormente dominados, o enorme poder militar usado de forma rudimentar pelo ocidente provou ser incapaz para impor a vontade dominante, as perspectivas de futuro para as sociedades são no mínimo incertas, a economia está dominada pela opacidade financeira gerada pela suposta transparência dos mercados, a lógica da divisão que permite que o lado unido prevaleça pende actualmente contra a civilização ocidental, a única civilização portadora da tradição do Estado de Direito.&lt;br /&gt;Admitindo estarmos a assistir à decadência de um ciclo semi-milenar de domínio ocidental do mundo, apesar das enormes diferenças de poder económico e militar, o ocidente pode optar por privilegiar a economia – como está a fazer, na ocasião dando prioridade ao capital financeiro, apesar de se estar a constituir uma oposição para retomar o primado do capital produtivo – ou por privilegiar o melhor do seu modo de vida: a esperança de um mundo melhor fundado na liberdade e na igualdade, princípios tão naturalmente valorizados nestas paragens como estranhos noutras partes do mundo, incluindo nas culturas das potencias emergentes. A questão é a de saber como o Estado de Direito, a promoção institucionalizada ao mais alto nível dos princípios abstractos sempre por cumprir, pode ser respeitado, salvaguardado e melhorado, como forma de dádiva ao mundo e de salvaguarda do prestígio ocidental na luta pela realização prática de uma Humanidade, da igualdade do género humano. Será esse o caminho traçado actualmente?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;emergências
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http://iscte.pt/~apad/estesp&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7154587757640415603-2591999183370812698?l=emergencias-instaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emergencias-instaveis.blogspot.com/feeds/2591999183370812698/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://emergencias-instaveis.blogspot.com/2009/10/durkheim-e-adam-smith.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7154587757640415603/posts/default/2591999183370812698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7154587757640415603/posts/default/2591999183370812698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emergencias-instaveis.blogspot.com/2009/10/durkheim-e-adam-smith.html' title='Durkheim e Adam Smith'/><author><name>Antonio Pedro Dores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674716948397272913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_cW6hTSP6THw/SuOdlVmiaJI/AAAAAAAAAAM/ZbzTxGU4PIg/S220/casal+APDulce.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7154587757640415603.post-8785271578332332416</id><published>2009-10-25T10:40:00.001Z</published><updated>2009-10-25T10:40:13.249Z</updated><title type='text'>Jovens e violência</title><content type='html'>Há dois caminhos para a justiça social:&lt;br /&gt;1. Realista, ineficaz e contrproducente: acusar o fígado da cirrose, o sidoso, canceroso, leproso, toxicodependente  das respectivas condições de enfermidade.&lt;br /&gt;2. Moral e político eventualmente promotora de melhorias: assunção das responsabilidades dos mais fortes pela qualidade de vida dos mais fracos &lt;br /&gt;(como propôs John Rawls).&lt;br /&gt;É necessário assegurar aos jovens oportunidades de produzirem as respectivas novas identidades, em vez de os queremos reviver através deles, obrigando-os, as nossas próprias experiências de juventude. Para tal será necessário largarmos os nossos egoísmos legitimados com sentimentos de superioridade (de idade ou de condição ou de etnia), cada vez mais insustentáveis, e conquistarmos para a nossa civilização ocidental mais jovens, como aqueles que nos procuram (através dos flucos migratórios) e que estupidamente rechaçamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;emergências
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http://iscte.pt/~apad/estesp&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7154587757640415603-8785271578332332416?l=emergencias-instaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emergencias-instaveis.blogspot.com/feeds/8785271578332332416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://emergencias-instaveis.blogspot.com/2009/10/jovens-e-violencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7154587757640415603/posts/default/8785271578332332416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7154587757640415603/posts/default/8785271578332332416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emergencias-instaveis.blogspot.com/2009/10/jovens-e-violencia.html' title='Jovens e violência'/><author><name>Antonio Pedro Dores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674716948397272913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_cW6hTSP6THw/SuOdlVmiaJI/AAAAAAAAAAM/ZbzTxGU4PIg/S220/casal+APDulce.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7154587757640415603.post-5393771022910920266</id><published>2009-10-24T17:34:00.000+01:00</published><updated>2009-10-24T17:36:23.986+01:00</updated><title type='text'>violência</title><content type='html'>Ultimamente ando às voltas com a violência.&lt;br /&gt;No 9ª Congresso da ESA, o mês passado, uma colega francesa informou-me que em&amp;nbsp; França há muitos trabalhos de sociólogos sobre a violência. Felizmente a presidente da mesa, uma colega italiana especialista no tema, retorqui-lhe que eu teria mais razão: a sociologia ignora a violência.&lt;br /&gt;Claro que há sociólogos que falam sobre violência. O problema que coloco é que a teoria social&amp;nbsp;desconsidera a violência como actividade anti-social, produzindo uma desculpa (i)moral para si própria para evitar o assunto, entretanto cada vez mais actual. Nem sequer existe formulada uma subdisciplina reconhecida com o título sociologia da violência, essa é que é a verdade.&lt;br /&gt;Para os sociólogos é mais cómodo poderem continuar a pensar a violência como uma actividade dos brutos, dos jovens, dos pobres, e assim ignorar a violência bem mais estrutural dos mercados, dos capitalismos&amp;nbsp;e dos estados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;emergências
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http://iscte.pt/~apad/estesp&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7154587757640415603-6845554289013002826?l=emergencias-instaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emergencias-instaveis.blogspot.com/feeds/6845554289013002826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://emergencias-instaveis.blogspot.com/2009/10/e-preciso-animar-malta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7154587757640415603/posts/default/6845554289013002826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7154587757640415603/posts/default/6845554289013002826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emergencias-instaveis.blogspot.com/2009/10/e-preciso-animar-malta.html' title='É preciso animar a malta'/><author><name>Antonio Pedro Dores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17674716948397272913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_cW6hTSP6THw/SuOdlVmiaJI/AAAAAAAAAAM/ZbzTxGU4PIg/S220/casal+APDulce.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
